A natureza já começa a dar sinais de nova vida. Já se sente no ar o frescor de um novo ano de desafios e, com esta energia renovada, reiniciam-se também os eventos de divulgação e partilha do “estado da arte” a nível de tecnologia. No início de Março, a VERA esteve no ‘Building the Future’ e no ‘Outsystems Executive Lunch’.
Em ambos a palavra dominante tem apenas duas letras, mas repete-se com muita frequência: IA. IA, IA.
Interessante, no entanto, que se começa a notar uma alteração no ‘call to action’. Embora ainda com um grande enfoque na relação diretamente proporcional entre investimento em inteligência artificial e aumento de produtividade e eficiência, começa a aparecer também um novo olhar que convida, de forma muito saudável, a parar dois segundos e voltar à idade das perguntas antes de entrar de cabeça por FOMO (fear of missing out):
Porquê investir? Que processos irão beneficiar? Substitui mão de obra? O fator Humano deixa de ser relevante? Estou preparado? É o momento certo?
A experiência partilhada informa que mais de 90% das tentativas de implementação cega de IA falha. Falha principalmente por três grandes motivos: Falta de resposta à pergunta ‘para que preciso da IA?’, falta de maturidade do ecossistema de dados, que se quer com processos bem definidos e ágeis, e obsolescência dos processos de negócio em vigor.
Além disso, assiste-se ao início da desconstrução da ideia de que a IA servirá para substituir o ser humano. Não é assim. O ser humano define, a IA executa. Essa é a simbiose perfeita que levará esta colaboração a bom porto. A IA não deverá trazer surpresas aos negócios, porque as surpresas têm pelo menos 50% de probabilidade de insucesso. A IA deverá ser o facilitador que acelera e amplia os retornos já esperados, e torna os processos de negócio mais eficientes no aproveitamento de oportunidades e no consumo de todos os recursos, sejam eles pessoas, tempo ou capital.
Na VERA sempre tivemos esta postura. Mantemos a IA sempre por perto em estado constante de investigação e uso, mas nunca retiramos o foco da preparação de base que é necessária ter para que os projetos baseados em inteligência artificial sejam casos de sucesso com os esperados benefícios. Não usamos IA porque está na moda, usamos IA em quase todos os nossos processos de desenvolvimento porque é um optimizador da eficiência dos processos que nós sabemos como devem funcionar. As nossas soluções ‘arrumam’ e disciplinam os dados, organizando-os em sistemas lógicos inteligentes escalados para crescer com o seu negócio, otimizam os fluxos de informação para que nunca tenham impacto nos processos críticos da operação, enquanto garantem informação prontamente atualizada sempre que dela necessitar e promovem a agilidade da tomada de decisão crítica, enfocando os indicadores chave para onde deve olhar em cada uma das áreas de negócio.
Além disso, deixamos os ecossistemas prontos para os projetos avançados de IA. A IA alimenta-se de dados. Quanto mais nutritivos estes forem, melhores resultados ela produzirá.
Sabemos de onde vimos, onde estamos e para onde devemos ir, e convidamo-lo a fazer esse percurso connosco, colocando a inteligência, natural ou artificial, ao serviço dos resultados.